Existe uma diferença grande entre dois tipos de reprovação, e o mercado trata as duas do mesmo jeito: com silêncio. A primeira é a comparativa — havia cinco finalistas e um foi escolhido. A segunda é a eliminatória — a vaga exige um registro profissional ativo, e a pessoa não tem.
A comparativa é difícil de comunicar porque envolve julgamento, contexto e outras pessoas. A eliminatória não: é uma comparação binária contra um requisito que estava escrito no anúncio. Não dizer o motivo, nesse caso, não protege ninguém — só deixa a pessoa achando que o problema foi o perfil dela.
O custo do silêncio é assimétrico
Para a empresa, não responder economiza alguns minutos. Para quem se candidatou, o silêncio custa uma hipótese errada sobre a própria carreira e, com frequência, a decisão de não se candidatar de novo àquela empresa. A conta não fecha nem no curto prazo.
Como fizemos
As perguntas de corte são respondidas antes do envio do currículo. Quando alguma delas elimina, a tela diz qual requisito foi, com a frase mais importante logo em seguida: não foi uma avaliação do seu perfil, é um requisito do cargo. Em seguida vem a única oferta que faz sentido ali — entrar no banco de talentos para vagas em que o requisito não exista.
Há um detalhe técnico que vale dizer em voz alta: como a eliminação é determinística, ela acontece antes de qualquer leitura do currículo. Quem não passa não tem o PDF armazenado nem analisado. A pessoa lê isso na mesma tela, e é verdade literal.